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Daqui a 100 dias eu faço 30. Porque esses dias eu estava a assistir Friends e justamente era aquele episódio da 7a temporada The One Where They All Turn Thirty.
Também quero. Acordar de manhã, tomar café de pijama com uma coroa dourada na cabeça. Depois ir pra um day spa (fazer uma esfoliação facial daquelas), depois fazer uma manicure, pedicure, uma hidratação. Depois sair pra dançar na buatchy tomar um café na livraria e jantar com uma minisaia de couro um vestido à la Carrie Bradshaw.
Quando eu nasci, minha mãe havia feito 30 anos há 1 mês e uns dias antes. E já tinha uma profissão. E uma outra filha de 3 anos. Daqui a 100 dias EU faço 30. É bem verdade que: estou desempregada (aquele emprego de recepcionista blíngue não deu certo – a empresa, americana, foi mordida nos calcanhares pela crise e fechou a vaga) e só domingo agora vou fazer prova pro vestibular. Mas o restante vai tão bem. A vida, digo.

Rachel: Okay! Y’know what? I realized it was stupid to get upset about not having a husband and kids. All I really needed was a plan. See I wanna have three kids… (…) I should probably have the first of the three kids by the time I’m 35 which gives me five years. I love this plan! I wanna marry this plan! So, if I wanna have my kid when I’m 35, I don’t have to get pregnant until I’m 34. Which gives Prada four years to start making maternity clothes! Oh wait, but I do want to be married for a year before I get pregnant… No, so I don’t have to get married until I’m 33! That’s three years, that’s three whole years—Oh, wait a minute though. I’ll need a year and a half to plan the wedding, and I’d like to know the guy for a year, year and a half before we get engaged… Which means I need to meet the guy by the time I’m thirty. (…) According to my plan I should already be with the guy I wanna marry!
Antes de fazer 30 eu quero:
- Pesar 65kg (emagrecer 7.5kg!); - Começar a faculdade de secretariado executivo; - Conhecer alguém com a qual eu possa passar o resto da minha vida; - Tirar o CPE (certificate of proficiency in English); - Ficar loira.By the way, quem precisar, de uma secretária bilíngue, me avise!
deitada no sofá da sala. ainda com roupa de ginástica, cansada e ainda suada da academia. com dor de dente. tenho que marcar uma consulta logo. acabei de comer uma pêra de sobremesa e o Gi tá em uma conference call no viva-voz com os texanos pros quais ele trabalha, sotaque sulista acho bonito só em música country, tipo a Dolly Parton que é do Tennessee. E o Gi com o sotaque britânico no meio. Um bálsamo para os ouvidos, let me tell you.
agora na janta fiz um omelete com pedaços de queijo parmesão e espinafre. Chokoreto tabetai demo watashi wa daieto suru tsumori desu! Meu cunhado me escreveu hoje, em japonês. Lá em casa (na casa da minha mãe, that is) todo mundo fala em nihongo o tempo todo, honto ni tanoshii desu yo – falar itadakimasu antes de comer e iterashai quando alguém sai, ver novela japonesa na NHK com a família e ficar perguntando o que aconteceu. Saudade de ver enta no kamisama com a minha irmã e ver ela imitar o la-la-la-lai.
Sábado pegamos a estrada de moto pela primeira vez e fomos à São Paulo conhecer o Mercadão. Isso porque umas semanas atrás eu levei um vídeo do Anthony Bourdain conhecendo o Mercadão de São Paulo pra uma aula e fiquei curiosa pra conhecer o lugar. E comer o famoso sanduíche de mortadela (vídeo 03:48 – 06:40). O Anthony tem esse efeito em mim. Agora quero conhecer o galpão de ensaio da Rosas de Ouro e tomar um café da manhã de pingado com pão na chapa no Bar da Santa (R. Machado Bittencourt, 167 Vl. Mariana).
A viagem foi bem tranquila, fizemos Anhanguera-Bandeirantes-Marginal Tietê – Mercadão. Levamos 1h30m da nossa casa até o Mercadão. Quando eu conheci o Gi, eu tinha muito medo de andar de moto. Porque moto foi designed pra cair, na minha cabeça. Mas ele conseguiu. Me transformar em uma motoqueirinha. Não há nada como viajar de moto.

A paisagem não é particularmente estonteante, mas é bonita. E tem um pedaço de estrada que eu gostei, onde você vê São Paulo se esticando à sua frente. Definitivamente é algo que vamos repetir, ir pra lá de moto. Perto do Mercadão, você tem a impressão que caiu de pára-quedas na Índia misturada com o Paraguay, o trânsito é caótico e há um mar de pessoas se empurrando; não nos esqueçamos que a famigerada 25 de Março é ali do lado.


Mas vale a pena. A arquitetura neo-barroca do Mercadão se destoa do resto. Das ruas sujas e dos prédios depredados e desocupados. Por um momento você acha que está na Itália. Bonito assim. O prédio preza pela iluminação natural, com clarabóias de vidro e vitrais coloridos mostrando a época da lida com o gado e café. O Mercado Municipal passou por uma grande reforma em 2004, onde ganhou um charmoso mezanino.


O Mercado Municipal é o lugar para se comprar a despensa gourmet. Azeites e mais azeites de diferentes origens pendurados aqui e acolá, dividindo o espaço com queijos, salames e linguiças que fazem uma profusão de aromas com tomilho, cominho e alecrim pendurados lado a lado com flores e frutas que saltam aos olhos. Mas o que queríamos mesmo era comer. Não foi difícil achar o Bar do Mané, o melhor mortadela quente com queijo do Mercadão.

O sanduíche é decadente. Muita mortadela fatiada bem fininha apimentada com queijo derretido e pão na chapa. Dividimos um (minha metade com um espresso e a metade do Gi com uma coca bem gelada). Depois fomos andar.


No mezanino você encontra muita comida boa. As mesas sob guarda-sol estavam cheias e eu mesma não pensaria em um lugar melhor pra tomar um chopp e comer um pintado na brasa. Antes de ir embora ainda fomos comer um pastel assado, escolhi o de palmito, mas só consegui comer metade. No mesmo lugar onde comemos o pastel assado, havia outras gostosuras:
bolo de rolo (de goiaba, doce de leite, chocolate, morango, maracujá…)
pão recheado
Tentamos andar na 25, mas não deu. Muito cheia, sempre. Então pegamos a moto e voltamos pra casa. Já combinamos voltar mais vezes. De vez em quando é legal, fazer um off the beaten path. Recomendo.
Mercado Municipal
Rua da Cantareira, 306.
Centro – São Paulo – SP.
Euteamo.



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