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E enquanto isso as aulas do curso continuam e no meio da semana o Gio me salva me tirando um pouco da rotina escola-hotel. Na quarta-feira dia 14/01, fomos comer no Ihop – International House of Pancakes. Hmmm. E eles estão com all you can eat pancakes – eles vão trazendo as panquecas de duas em duas até você dizer chega*. 

Sábado, dia 17/01, pegamos o metrô no Port Authority Bus Terminal e seguimos pro Financial District – compramos o Metrocard e 4 rides custaram $7.  O metrô de Nova Iorque é meio decadente – me lembra aquela parte do filme Ghost que o Patrick Swayze fica perseguindo aquela alma no metrô pra aprender a mexer nas coisas e tal, alguém me fala se era em Nova Iorque – o de São Paulo é bem mais cuidado, com exceção de talvez dois trens que estavam máomêno, o resto é realmente descuidado.Mas não fede. Mal-cuidado e fedido me mata.

Só que em vez de gente pedindo trocado, tem gente que entra com dois três molequinhos, liga o som e dança hip hop no vagão. Ou então a palataforma é cheia de gente cantando ou tocando instrumento, tinha uma menina fazendo um cover daquela música famosa da Gloria Gaynor que me fugiu agora e eu queria dar um troco até.

Me incomoda isso, de dar gorjeta nos lugares, na rua nem tanto. Porque como parte do salário eles concordam em receber menos e esperam que você dê gorjeta de 10 a 15% do valor gasto. Um absurdo. O cara do aeroporto cobrou 85 dólares de ride, exigiu mais 4 dólares pra pagar os tolls e mais 8 dólares pra voltar nos tolls, quando a gente deu uma gorjeta de 3 dólars que arredondou a corrida pra 100 dólares (mais de 200 reias!) ele não gostou e ainda falou um monte. Puta que pariu, me deixa puta.

Não concordo em ter que pagar a mais por um serviço pelo qual a pessoa já está sendo paga. Esses dias fui tomar um café numa padaria e me custou 2.68 dólares. Pra facilitar o troco, dei 3 dólares em nota e 8 pennies (8 centavos), pro cara me voltar 40 centavos certo – enquanto eu colocava as luvas e ficava no balcão esperando o troco o cara voltou e disse “ah, você quer o troco?” dando risadinha – eu , na lata, YES. Yes, please o caralho, nessas horas.

Nova-iorquino tem fama de ser mal-educado. Não quero parecer preconceituosa – porque afinal eu já fui imigrante - mas no comércio, todas as vezes que fui mal-atendida ou mal-tratada, foi por imigrantes que mal sabiam a língua e claramente estavam descontentes com o trabalho. Não que nova-iorquino não seja grosso, mas em geral achei o povo educado, não joga lixo no chão e pede desculpa se te esbarra na rua, mas as vezes quando você vem de outro país você traz a sua cultura que pode não prezar por delicadezas como essa. É um assunto delicado, esse, eu sei. 

Pegamos a linha E, World Trade Center bound e descemos em frente ao Ground Zero.

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O espaço é tão minúsculo de perto. Nem parece que dois prédios de 110 andares cada ficavam ali. Mais absurdo pensar no que aconteceu aqui. Maldito documentário mostrando as pessoas se jogando das janelas. Me deu uma coisa muito ruim.  Mas todo mundo vai, olha, tira foto, balança a cabeça. E o povo da economia informal vive disso, agora no frio os tiozinhos que ficam na esquina vendendo touca e cachecol e pashmina por 8 dólares ganham uma nota.

E logo de frente pro site de reconstrução, fica a Century 21 – New York’s best ketp secret. Uma loja de roupas que vende brands famosas, hypes e indies também. Não dá pra sair de mãos vazias – p.s. não tem provador. Eu me joguei nos casacos. Turista se mata por casaco barato, né. Comprei um puffer que sabe se lá deus quando eu vou usar em Campinas. Mas eu ando de moto. Na garupa. Vou ser tipo o mano east coast das motos. Mas é bonito, o puffer coat. Da Calvin Klein. Tem uma gola grande e botões idems. Gola grande  e botão grande, minha kryptonita. Saí já da loja com ele, pobre não aguenta esperar pra vestir roupa nova. Mentira, tava um frio do caralho, -9°C .

Saindo de lá fomos na Trinity Church na Wall Street com a Broadway.

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Até eu visitar Paris e conhecer a Catedral de Notre Dame do Victor Hugo, vou achar que essa igreja gótica é a mais bonita que eu já vi na vida. A nave da igreja é impressionante e o sol estava batendo nos vitrais, aproveitamento de iluminação natural é o que há em arquitetura.Alguém aí fez Arquitetura? Alguém me explica Arquitetura Gótica? Falta anos na vida de uma pessoa pra entender essas coisas. 

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E no jardim da igreja há um cemitério. Em vez de grama e banco de quermesse. Cemitérios antigos são cheios dessas coisas, tipo um certo desenho gravado no túmulo tem um simbolismo, assim como as flores plantadas em volta.

Dá vontade de fazer um tombstone rubbing, sabe? Você pega um papel e carvão de desenho e esfrega o carvão contra o papel e o engraving do túmulo sai no papel. Manja aquele filme que o Stephen King fez o roteiroSleepwalkers? Sei lá o nome em português. E daí que mãe e filho eram uns vampiros-felinos que sugavam a energia vital das pessoas (e a menina do filme era muito bonita e eu tava no ido dos anos 90, grunge de xadrez e cabelo melecado – te dedico Cobain - e queria ser igual à ela) – então. Ela fazia tombstone rubbing, a mãe da menina. E  a menina gostava de fotografia; ela me lembra a menina do clipe de Dirty Boots do Sonic Youth. Anos 90. Foi bom. Mas então.

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A Wall Street estava vazia vazia. Eu queria ter visto o povo de terno sentado na calçada comendo hot dog no almoço. Eu queria ter entrado na NYSE (New York Stock Exchange) que eral logo ali depois da Trinity Church . Também tem o Federal Hall.

nyc_857nyc_856nos degraus do Federal Hall

O Federal Hall foi o lugar onde George Washington fez o juramento como primeiro presidente dos Estados Unidos. Hoje o Federal Hall é um museu e memorial, mas nem entramos. Continuamos descendo Wall Street em direção ao South Street Seaport.

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South Street Seaport fica no pier 17. Olhando esse céu de brigadeiro, você não imagina que a temperatura era -9°C. Esse contraste de luz e frio só no hemisfério norte, parece. No Japão também era assim. No Brasil é difícil ficar muito muito frio com sol. É bonito.

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As gaivotas não pareciam se importar com a nossa presença. E haviam muitas. Fomos para o mall do Pier só pra nos esquentar um pouco. O mall é meio decadente e só tinha turistas e lojinhas de souvenir. Nos esquentamos um pouco e fomos comer nos restaurantes de fora do mall.

Eu só queria uma sopa quentinha. E acabamos entrando num café que fazia Chili. Pedimos two bowls of chili com nachos. Chili é uma sopa apimentada feita com pelo menos 3 tipos de feijão,  caldo de feijão com molho de tomate, legumes (dependendo da receita eles, os legumes, mudam) e carne moída. 

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Comida caseira simples e barata. E uma delícia. Vou tentar fazer esse inverno, no Brasil. Depois do chili, o destino era um só: a Brooklyn Bridge. A Brooklyn Bridge é uma das pontes que ligam Manhattan com o Brooklyn – mas é a única que tem acesso à pé. Assim que chegamos em South Street Seaport já avistamos os arcos de pedra.

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A construção da Brooklyn Bridge terminou em 1883 e foi reformada uma vez nos anos 50. Bom saber, porque a passarela da ponte suspensa é toda assim, de madeira Entre as frestas é possível ver o East River lá embaixo.  Do lado esquerdo, de quem está indo de Manhattan pro Brooklyn, está a Manhattan Bridge, não dá pra ver na foto mas ela é muito azul, tão bonita quanto a Brooklyn Bridge. E do lado esquerdo, a única vez que pudemos ver de longe a Estátua da Liberdade. Visitar a Liberty Island nunca esteve em nossos planos, mas vimos a mocinha francesa que cuida da ponta da ilha.

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A ponte tem 1.8km de extensão. Parecia bem mais, uma ida até a esquina parece demorar 1h! No final da ponte o Gio achou que eu parei uma mulher na ponte pra pedir o café que ela estava tomando – eu parei a mulher, que estava grávida, pra perguntar onde ela havia comprado o café! Eu queria segurar um copo de café quentinho. A gente não estava mais sentindo a ponta dos dedos e as pernas. E tem. Os nova-iorquinos. Que são loucos por CORRER. Ninguém anda pra se exercitar, nem gordo. Todo mundo CORRE. E cheio de gente CORRENDO naquele puta frio, tipo levando à sério. Um dia eu fico insana assim.

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Depois de um café no Brooklyn, a volta foi tão gelada quanto a vinda. Ainda assim valeu. Andar na Brooklyn Bridge é uma das coisas que você tem que fazer quando vier à New York, a vista do East River certamente vale a pena.

Estava frio e anoitecendo. Um dia pra se lembrar. Um dia que eu sei que quando eu tiver 80 anos eu vou dizer. Eu estava feliz nesse dia. Realmente feliz.

*Nada demais em um país onde as porções de comida são gigantes. Em qualquer lugar, um copo de café small é um large no Brasil. Todas as porções de comidas em restaurantes são pra duas pessoas. As porções sugeridas de um copo de suco ou leite que vem escrito na caixinha é de 240ml – uma porção que é um copo grande no Brasil. Não é a toa que mais da metade da população é obesa, parece que um país inteiro perdeu a noção do que é pequeno, médio e grande.
A porção grande, de qualquer coisa, é JUMBO no Brasil. Eu, que estou acostumada a comer por porções (e é o jeito que emagreci 7kg o retrasado e 2kg o ano passado) acho tudo absurdo. Uma porção de carne pra mim, é uma palma da minha mão sem os dedos e de peixe, uma palma com os dedos. Pode parecer bizarro, mas funciona. Enfim, um steak aqui é tipo 5 porções minhas. Enfim. Não é a toa que acho que engordei: um puta frio e muita comida. Já viu.

Dia 11 de Janeiro, domingo de manhã, o dia acordou branco. A neve que começara cair dois dias antes não deu folga. Na sexta dia 09/01, a tentativa frustrada de ver as exposições do Museu Americano de História Natural nos fez acordar mais cedo pra conseguir ver tudo. No dia anterior, dia 10/01, ficamos fazendo compras na Macy’s, que estava liquidando tudo com 75% de desconto – hello new Steve Madden Bonanza boots!

Domingo. Pois é. E então seguimos rumo ao West Upper Side. Com uma parada antes no Central Park.

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Que bom que conseguimos ver o Central Park sem neve no final de semana anterior (porque parece que a neve não vai parar de cair em Janeiro!). Mas ainda assim foi de tirar o fôlego (há algo em paisagens desoladas em geral que me faz perder o ar). Mas o parque não estava vazio. Crinaças deslizando de sled nas descidas do parque e os cachorros perseguindo os esquilos.

dsc05398Dakota Building

Não é nenhum segredo que eu adoro o Polanski. Eu tinha que vir aqui e como era no caminho pro American Museum of Natural History, parei. E se não soubesse teria parado mesmo assim, porque vamos combinar que o Dakota é desses condomínios de arquitetura uau. 

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Factóide: O Dakota serviu de externa pro filme O Bebê de Rosemary, do Polanski, cuja mulher e atriz Sharon Tate foi assassinada em 1969 por Charles Manson e seus seguidores – que entitularam tais mortes (Sharon Tate não foi a unica vítima) de Helter Skelter, homônimo de uma música dos Beatles - cujo um de seus membros, John Lennon, um dia viveria no mesmo prédio e então em 8 de dezembro de 1980 seria asssassinado na calçada da entrada do prédio (foto acima) por Mark Chapman. Ela ainda tem um apartamento aqui, a Yoko Ono

E então seguimos pro American Museum of Natural History. E nossa primeira parada: Hayden Planetarium.

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Vê essa bola que na escala deles é o Sol com os planetas orbitando? Isso na verdade é uma sala de cinema, onde a abóboda (?) é a TELA (foto abaixo) onde vemos a apresentação Cosmic Collisions . Esse space show é narrado por Robert Redford e é uma das coisas mais impressionantes que eu já vi na vida. Mesmo. Ah, se todas as salas de exibição fossem iguais a você!

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O acervo do AMNH é gigante e é praticamente impossível ver todas as exposições com calma, mas foi exatamente isso que a gente fez – ver em um só dia, digo. Quase o museu fecha com a gente dentro. 

dsc05509hall de vida marina
dsc05522a ala de antropologia tem um acervo extenso e impressionante.
dsc05535mamute
dsc05537T. Rex
dsc05518depois de 7 horas no American Museum of Natural History. uma pausa para o café e hotel.


dsc05186outside the American Museum of Natural History

Minhas aulas do TEFL são de segunda à quinta das 9 da manhã às 17:30hs. Às sextas saímos mais cedo, às 13:00. Na sexta feira, dia 09/01, a primeira sexta da semana do curso, O Gio foi me buscar na escola (que é em West New York) e depois de um almoço rápido no Taco Bells, pegamos um ônibus da NJ Transit pra ir pra Manhattan (o shuttle service do hotel cobra$6 por pessoa, o ônibus municipal é $2.55).

dsc05225saguão de entrada do American Museum of Natural History

Tínhamos em mente ir no American Museum of Natural History, no West Upper Side (o lado leste do Central Park), lá dentro tem o Hayden Planetarium que a gente queria muito visitar. Estava muito frio, -4°C , e chegamos no AMNH quase 4 da tarde – a maioria das atrações, incluindo o planetário, fecham às 16:30. Well. A gente volta outro dia, pensamos.

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Depois de nos esquentarmos no saguao do Museu, decidimos explorar um pouco o West Upper Side. A vizinhança é muito bonita, várias floriculturas e restaurantes já abertos com gazebos de vidro de onde vimos mesas postas com toalhas brancas e velas acesas em cada mesa (vários restaurantes são assim). Nova-iorquinos adoram seus cachorros e passear com eles quando o sol se põe, mesmo no frio que à noite batia já a -5°C.

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De volta pro hotel, na 8th com a 37th, paramos no Gray’s Papaya. O lugar com a fama de melhor cachorro-quente de Nova Iorque. Estava muito frio e a gente só queria uma comida quentinha. O lugar é pequeno com staff simpático. Dois hot-dogs e um Papaya drink (um suco de mamão) por $4.95.

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O hot-dog do Gray’s Papaya é basicamente um pão de leite com um frankfurter grelhado, crocante por fora e suculento por dentro. Você pode adicionar sauerkraut (chucrute, e eu adicionei, adorei) e um molho com cebola, ou então fazer como os locais: só com mostarda. O drink de mamão, apesar de soar estranho, é muito bom. Não é nada demais, na verdade. Acho que os cachorros quentes do Brasil são mais gostosos. Mas a simplicidade do pão com frankfurter (que não é salsicha) é um sabor limpo; sem purê de batata, batata palha, milho, bacon, frango desfiado, ect.

Enquanto terminávamos nossos hot-dogs, começou a nevar. Bastante.

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Foi assim que a nossa primeira semana em New York acabou. Com neve. Eu e o Gio adoramos brincar na neve. E desde esse dia não parou de nevar, neva um dia, fica dois sem nevar, neva de novo.

Domingo de manhã, dia 04/01, acordamos mais tarde. Frio é sinônimo de ficar debaixo das cobertas até mais tarde. O continental breakfast do hotel não é o nosso café colonial, mas não é ruim não. Comi um bagel ( eu gosto de scoop out o miolo e tostar) com cream cheese e uma xícara de american coffee (aquelas coisas, né). Pegamos o shuttle service do hotel e estávamos na Broadway de novo. Domingo, frio, mas com muito sol. Destination: Central Park.

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Quando chegamos na Times Square, decidimos continuar na Broadway (rua à esquerda), pois no dia anterior havíamos subido pela 7th (rua à direita). Depois que você sai da Broadway da Times Square, as ruas ficam mais normais. Menos Las Vegas, mais Nova Iorque. E subindo a Broadway passamos em frente ao Ed Sullivan Theater.

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É aqui no Ed Sullivan Theater que hoje em dia o Late Show with David Letterman é gravado, mas o teatro leva esse nome porque era aqui o palco do Ed Sullivan Show, o lugar onde em 1964, os Beatles tocaram pela primeira vez na TV americana. Lembra de Febre de Juventude?

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Subimos a Broadway até chegar no Columbus Circle, que fica na extremidade esquerda do Central Park, que já se avista de longe. É no Columbus Circle que fica a Time Warner Center, um prédio lindo com lojas caras – e ainda enfeitado por causa das festas de final de ano. E qual não foi minha surpresa ao ver no saguão duas esculturas enormes do Botero. Foi de encher os olhos.

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O Central Park é mais bonito do que eu imaginava. Muitas pessoas jogging, andando de bicicleta, passeando com seus cachorros, casais como nós de mãos dadas, crianças correndo e brincando, esquilos indo de árvore em árvore procurando comida, as charretes, as árvores despidas de folhas que agora forram o chão, o saxofonista embaixo da ponte, os prédios que cercam o parque, cuidando e nos observando.

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Até que chegamos no Wollman Rink, a pista de patinação no gelo. A entrada é $14 dólares + $6 de aluguel dos patins. Eu nunca havia patinado no gelo, mas sabia que era diferente de inline skating. Aprendi bem rápido e ao som de Beatles e Madonna patinamos por quase 3 horas.

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Nos divertimos muito. O ar gelado e o barulhinho do gelo raspando nas lâminas do patins. Houve um intervalo de 40 minutos pra limparem a pista. Todo mundo aproveitou pra sentar na bancada e comer cachorro-quente (que aqui é basicamente o pão e um frankfurter grelhado – não é salsicha, é mais tipo linguiça*), pipoca, hard candy apple (maçã-do-amor, comi uma) ou tomar apple cider.

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Já começava a escurecer quando resolvemos ir embora. Um dos melhores finais de semana da minha vida. Nossas vidas.

*consegui escrever sem o trema!

“Everybody here comes from somewhere, that they would just as soon forget and disguise.”Supernatural Superserious, REM

E então que sexta feira passada, dia 16/01, já fez 2 semanas que chegamos aqui. Chegamos sexta dia 02/01 às 15:30hs e fomos comer num restaurante chinês no aeroporto mesmo, porque o hotel não serve jantar. E no PA do aeroporto eles avisam, pra pegar táxi só com a ajuda de um taxi dispatcher, os caras com carro normal assediam muito os turistas.

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Estamos hospedados no HoJo (Howard Johnson). O hotel, como metade da cidade, é de propriedade de uma familia de Indianos. O hotel é novo, mas a decoração é tão péssima que parece que tudo é velho. Mas as toalhas e os cobertores são cheirosos (a primeira coisa que fiz quando entrei no quarto foi cheirar o edredom, claro, cheiro diz muito sobre o estado das coisas).

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No dia seguinte pegamos o shuttle service do hotel, que nos deixa na Broadway com a 41st. E seguimos à pé até a Herald Square (um lugar ótimo pra se comprar roupas, porque tem a Macy’s, a Forever 21, H&M e a Gap, todas em volta da Praça). E já avistamos o Empire State Building. E é um prédio que não te deixa esquecer que você está em Nova Iorque, você o avista de quase todos os lugares da cidade. E é realmente bonito.

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Mas ainda era muito cedo e a maioria das lojas abrem somente às 10hs. As ruas estavam meio vazias. E estava frio. Muito frio. Entramos em um Dunkin Donuts e pedimos chocolate quente enquanto esperávamos.

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Nossa primeira parada foi a Macy’s (acima)uma das maiores lojas de departamento do mundo. O negócio é que a gente não veio preparado pro frio estadunidense, precisávamos de casacos, luvas, cachecol… the whole shebang. Fomos direto no Visitor Center da loja e ao mostrar o passaporte ganhamos um cartão que dá 11% de desconto nas compras. Não é muito, mas somado aos já 50% de desconto que a loja estava oferecendo, fez diferença.

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Na seção de maquiagem fui direto na Lancôme, porque eu sabia o que eu queria, o rímel L’Extreme. E o vendedor, um senhor chiquérrimo, disse que eu estava passando errado e dizendo pro Gio, imagine that, a man telling a woman how to apply mascara, abusado. Mas ele estava certo, fica melhor aplicando do jeito que ele ensinou. Mas enfim, eu poderia deixar todo o meu dinheiro ali. Mas não dá oi. Na MAC o preço da maquiagem não faz furos no seu bolso e então trouxe um iluminador de rosto meio cor de pêssego prateado.

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Quando saímos da Macy’s já havia escurecido e fomos subindo a Broadway. A Times Square é tudo o que você vê em filmes. É cheia de teatros com musicais, cheiro de pretzel gigante defumado e amêndoas e amendoins açucarados vendidos em saquinhos de $1.50 e cheia desses caras (na foto) que de bicicleta carregam até duas pessoas pra cima e pra baixo. E muita música vinda de todos os lugares e uma miscelânea de línguas que você vai ouvindo. E muitos turistas. Aí na Times Squares a Brodway se divide entre a Brodway e a 7th, subimos a 7th e viramos à direita na 57th pra cair na elegante Fifth Avenue lá na frente.

Destination: a loja da Apple na Fifth. A entrada é um cubo de vidro com a maçã da Apple que nos leva downstairs na loja, que fica aberta 24hs, com acesso livre à internet. Tava CHEIA, a loja. Tinha FILA pro povo mexer na internet. Por isso a gente pegou o que queria e logo saiu. A gente volta outra hora pra ficar mais. Mas compramos dois MacBooks e quero dizer o que o Gio me disse quando começamos ver a diferença de um Apple pra um Microsoft: a gente era tão maltratado e nem sabia. O Mac é OUTRA coisa. Depois falo mais disso. Merece um post o MAC OSX (Mac OS ten).

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Já estávamos cansados, do vôo, de ter andado tanto e decidimos voltar pro mesmo lugar onde o shuttle service do hotel nos deixou pra retornar. Mas estava muito frio e entramos em uma padaria pra tomar café e comer brownie.

Chegamos em casa quase 10 da noite, cansados e com frio. Nada que um banho quentinho não resolva.

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