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Eu estava esperando. Que tudo ficasse confirmado. E agora que está… Bem. Estamos indo pra New York City ficar o mês de Janeiro. Preciso tirar uma certificação, o TEFL (Teaching English as Foregin Language). E o Gio. Ele vai me acompanhar. E eu vou pra estudar mesmo, de segunda à sexta, das 9:30 às 17:00, mas sexta é até às 13:00 e o fim-de-semana é livre, ainda assim vai dar pra aproveitar a viagem bastante.
Agora que está tudo certo é só preparar o roteiro. Tipo, quero patinar no gelo no Rockefeller Center e no Central Park. Quero ir no Empire State Building por causa de An Affair to Remember (minha mãe me falava tanto desse filme, que quando vi me apaixonei, com o Cary Grant e a Deborah Kerr).
O Gio queria visitar a NYSE (New York Stock Exchange) mas eles não permitem mais tours lá dentro. E atravessar a Brooklyn Bridge à pé. Também quero visitar minha amiga Isa em Milwaukee e ir pra Kansas City, a terrinha da Dorothy, pra um BBQ com o chefe do Gio. Life is good.
Honeymoon?
Hoje saí com os meninos do trampo pra ir comer no japonês e comi muito. Cheguei em casa e tentei assistir A Bruxa de Blair com o Gio, mas dormi. Acordei agora às 10 e pouco da noite com ele me chamando pra ver o Corpus Clock, um relógio todo mecânico com um gafanhoto em cima – porque o sistema mecânico se chama grasshoper escapement. E o cara que fez o relógio fez um simbolismo de usar o mecanismo de gafanhoto como uma metáfora, porque o gafanhoto está comendo o tempo, não volta mais, o tempo
E daí que fez muito sentido, o relógio. Eu lembrei daquele filme, The Langoliers, baseado num conto do Stehen King (da coleção Four Past Midnight), onde um avião vai parar no tempo que precede o tempo atual por segundos – o tempo morto. E os Langoliers se encarregam de comer o tempo. Igual o Gafanhoto.
Sexta-feira. Dia sossegado. Porque não tenho turmas. E daí que o Marcus, o outro in-house Teacher, fez um mega-suco de manga, goiaba e mamão no juicer que ele trouxe de casa. E ficamos bebericando suco mega-bom, corrigindo tarefa e rindo das pérolas. Porque oi aluno, se você escrever que I was boring in 1985 (quando você e eu sabemos que você queria ter dito que você nasceu naquele ano) - você faz meu dia.
Saí mais cedo. Porque eu dou umas aulas executivas numa empresa, e essa semana tive uma hora a mais pra compensar na sexta. Daí saí mais cedo e o Gio me levou no Samurai, um restaurante japonês alí perto do Bosque dos Jequitibás. Sentamos no deck e nos deliciamos na comida japonesa de prima. É que amanhã trabalho, senão ia querer um saquê c/ pedaços de abacaxi.
Depois passamos na locadora e pegamos Os Pássaros*, do Hitchcock. Faz tempo que eu não vejo esse. E amanhã de manhã tenho aula, das 8:00 às 12:00. Hmmm.
Mas a vida está tão boa. Não achei que eu fosse me acostumar em Campinas tão fácil. A verdade é que já adotei Campinas como minha segunda casa. Algumas partes da cidade se parecem tanto com Maringá que dá medo. Adoro.





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