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Tá bom. Eu queria assistir o filme só pra ver a Chan Marshall fazendo uma ponta. E ela faz a ponta, uma ex-namorada russa do Jude Law. Mas sabe, não achei uau nem nada. Ela me tira muito o ar cantando. Quem roubou mesmo a cena pra mim foi a Rachel Weisz. Mas tá, vamos falar da Norah Jones. Essa sim canta e atua. Super comprei o papel dela no filme – o da força redentora, o que funciona porque ela também é uma personagem falha. E às vezes eu olhava e meio que achava que era a Michelle Rodriguez.

A Michelle Rodriguez é a Norah Jones do mal.

E todo o uso da opacicidade no drama. Adorei. E a fotografia. Que coisa. A iluminação é quase uma história à parte, né. A luz faz todo o caminho da personagem, da escuridão à luz. Uma coisa. E é aquela velha história de que tudo que você sai à procura pelo mundo está do seu lado.

E eu assisti na casa dele. Obrigada pelos filmes: no computador, no cimena e no Festival de Super 8. Obrigada pela toalha, os cafés e as risadas. Obrigada pela companhia na varanda quando eu ia fumar (e o que eu te falei lá é verdade). Saudade de você.

*na foto, Chan e Ms. Jones – minhas amigas oi.
kathleen-hannakathleen hanna

E agora eu dou aulas de inglês. E eu tenho uma classe de teens, que olha. No final da última aula eu deixei os meninos (quase todos na sala são meninos) ouvirem mp3 e eu perguntei. O que você tá ouvindo? Ah, Teacher, Rihanna, Fergie. E eu naquela: mas onde esse mundo vai parar. Ah, Teacher, mas você gosta do quê. E eu disse ah, você tinha que conhecer umas coisas assim tipo Franz Ferdinand e Placebo. Quê isso, Teacher? Rock? É, é rock. Ah, então a Teacher vai no show do Nazareth, né? Come on you guys, do I look like someone who listens to metal bands? Yeah, kind of.

hahaha.

Vontade de ir para São Paulo e ver a deselegância discreta de suas meninas*. 

Quero ir no Fran´s Café da Pç. Benedito Calixto, pra tomar um café ou comer aquela sopa no pão italiano. Também quero ir na Pinacoteca do Estado e depois de ver as exposições, tomar um café gelado. Basicamente, eu quero ir pra São Paulo (de preferência, bem acompanhada) ver museus e tomar café. E visitar os amigos. E se eu fosse na época da Mostra Internacional de Cinema eu não iria achar ruim não.

*e eu tenho que parar. de citar Caetano nas minhas conversas. sinceramente. o que acontece? cadê o chico?

E os pés também.

Ontem fui à livraria tomar um espresso e comer pão de queijo e enquanto eu divagava sobre A Tempestade de Shakespeare e a relação do mesmo com aquele livro do John Fowles (e oh, como o Fowles usa tão bem o Caliban no livro porque a protagonista também se chama Miranda, é quase um Shakespeare reinventado), a amiga pedagoga flertava com o Sam Beam.

E tem a seção de rock altrnativo que é uma tristeza, porque tem pouca coisa. Mas tem coisa muito boa: Wilco, Interpol, Ryan Adams… Wilco. Mas 50 paus num cd achei demais. Então acabei levando o Our Love to Admire do Interpol, que eu comprei mesmo só por causa de No I in Threesome. Tá, o Interpol não é um Radiohead, porque nada que o Thom Yorke faz sai errado, por definição – mas o  Interpol fez com que minha atenção se voltasse novamente para o rock nova-iorquino, porque depois dos Strokes não ouvi muita coisa.

E os Strokes fazem 10 anos o ano que vem. 10 anos. Espera aí, não foi ONTEM que a gente ouviu Last Night e Is This It pela primeira vez? Preciso de um excedrin.

E no sábado eu ao conheci. E eu só queria que Campinas fosse aqui do lado.

E alguém me chama pra ver um filme? Preciso.

Esse trabalho de memorabília aí em cima é da artista plástica Silvana Mello. Ela era a vocalista do LAVA. Saudade do lava. E agora a Eliane que tocava guitarra no Lava tá no Hats, fazendo um rock bem Runaways.

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