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Sábado passado, a amiga pedagoga e eu fomos à uma balada electro house, com os djs David Amo & Julio Navas, nesse bar. Saímos de lá 6 da manhã, com muitas risadas, conversas e dancinhas estranhas alheias debaixo dos braços.
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A gata branquinha de casa se enroscou no pé-de-manjericão e voltou toda temperada. Mordi.
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Esse ano o coqueiro da casa da minha mãe não deu coco. Eu disse que era porque eles esqueceram de jogar sal na terra. Uma vez me disseram que coqueiro precisa de sal, porque cresce perto do mar e usa o sal do mar e tal. Acreditei e sempre que fiz tinha água-de-coco fresquinha pra beber todos os dias.
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Pintei o cabelo de uma cor café. Ficou bom.
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Já está virando tradição: todo começo de ano eu vejo um filme muito ruim no cinema. Ano passado foi Spiderman III. Esse ano foi Cloverfield. E daí que foi o J.J. Abrahams que produziu? Hello, Lost é tão 2005. Sem falar que eles acham que a gente nunca viu. The Blair Witch Project.
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A Sarah Polley não levou o Oscar de melhor roteiro adaptado e nem a Julie Christie de melhor atriz. Mas eu torci.
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Ainda estou sem internet.
Blue Flower é a minha música preferida do Mazzy Star. E acho que a Hope Sandoval está sublime no vocal, de pandeiro e roupa preta. Adoro quando ela canta “… super-estrela de seu próprio filme particular, eu queria apenas um papel secundário, mas não sou tola, sei que você é cool, eu nunca realmente quis o seu coração…”.
Nessa, obrigada por me ensinar a postar vídeos do youtube. Porque sempre quis postar esse e realmente não sabia como. Beijo grande.
Porque quando se está longe você começa a construir toda uma idéia do que se chama Brasil, ou o que o faz característico. Pastel na feira pra mim é a quintessência da brasilidade. Aquelas barraquinhas coloridas de legumes, o tiozinho cego tocando violão e o moleque do lado vendendo algodão doce espetado em um cano, as velhinhas com carrinho de feira, os cachorros andando no meio do povo e a barraca do pastel, sempre muito cheia, aquele cheiro de óleo e massa frita, misturado com cheiro de café e sodinha, o povo se espremendo no balcão pra pegar a vinagrete e o molho caseiro de pimenta. Eu não poderia me sentir mais em casa se tentasse.
E eu voltei a fumar aquele meu cigarro com cheiro de chocolate. Me sento na varanda com os cachorros depois do almoço e fico vendo o movimento da rua e esticar a rede depois. A verdade é que aqui eu me contento com essas coisas do cotidiano. De achar demais mesmo. Também fui naquele bar de metaleiro com a amiga pedagoga tomar cerveja. Só vendia um tipo de cerveja e nem podia fumar lá dentro. Mas é bom ver que as pessoas mudam mas não deixam de ser quem são. E meu amigo designer e surfista veio me visitar dessa vez.
E eu ouvindo muito Interpol, dica do Pedro. Eles me lembram o Echo & The Bunnymen, que é uma das bandas que eu mais gosto. E eles, o Interpol, são uma banda bonita sem ser afetada. Eu gosto de banda bonita. E nem perguntem de banda brasileira, dessas que devem tocar na MTV. Não sei.
E essa semana eu comecei a comer direito. Porque a vida não é bolinho preto com granulado, como diz a Tata.
*a foto é da Annie Leibovitz para a Vanity Fair de abril de 2001. Ela faz um Olimpo feminino: Nicole Kidman, Catherine Deneuve, Meryl Streep, Gwyneth Paltrow, Cate Blanchett, Kate Winslet, Vanessa Redgrave, Chloë Sevigny, Sophia Loren e Penélope Cruz.
Eu disse que adorava vôos com dezenas de overbooking. Por causa do upgrade que eles fazem de te jogar na classe executiva. Eu nem acreditei que consegui fazer o trecho Dubai-São Paulo na classe executiva, mais de 15 horas de vôo. Porque tem que ter o timing na hora de fazer o check-in. Se você for muito no começo da fila, você vai de econômica mesmo. Se você ficar muito no final da fila, corre o risco de perder o vôo e ter que voar no próximo vôo, de econômica mesmo. Mas sei lá, meu timing, nem sei, eu vejo a fila um tanto longa e só daí eu vou. E dessa vez acho que o sobrenome árabe ajudou. Quando eu cheguei me disseram Welcome back, Mrs. Zayat. Eu fiz uma cara de árabe e respondi Thank you.
E pra quem tem milhas acumuladas na Emirates Airlines eu faço a sugestão de usar como upgrade. A classe executiva é ridícula de excelente. A poltrona vira uma cama, o entretenimento multimídia é sensacional, a comida é terrific, sem falar na goodie bag que a gente ganha, com loções e perfume da BVLGARI. Nem sei como vou conseguir voltar de econômica. Isso porque o trecho Nagoya-Dubai eu fui de econômica e nem comi nem dormi, porque não tinha espaço pras pernas e a comida era tão ruim que prefiri passar fome e comer no aeroporto de Dubai mesmo.
Cheguei há dois dias e it goes without saying que estou estranhando tudo. Tipo no Japão, quando você vai no caixa pagar alguma coisa, tem sempre uma bandejinha pra você colocar o dinheiro. Aqui não tem e eu fiquei procurando a bandejinha, que não estava lá. Ou sempre que vou entrar no carro eu entro do lado do motorista que lá é o lado do passageiro. Mas estou adorando tudo. E estou sem internet. Vão conectar daqui uns dias. Nem sei quantos. Até lá vou ficar sem postar.
Tem tanta coisa que ainda quero fazer, mas uma dela já foi feita: comer pastel na feira.
E então risco mais um item da minha lista:
#54. Visitar meus pais no Brasil – Férias merecidas.



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