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O blog volta no dia 9/11. Sinta-se à vontade para ler a miscelânea de bobagens que esta que vos digita já escreveu.
Até.
*cartão do PostSecret
Já teve uma época que eu queria ter banda. Porque TODOS os meus amigos e amigas tinham banda e tocavam. Muita gente diz oh, você gosta de tocar guitarra* ou oh, você fala inglês – essas coisas nunca me causaram impressão. Porque era normal meus amigos saberem tocar não apenas um instrumento, mas vários. E inglês todo mundo falava. E melhor: era uma galera tão sem grana, como eu. Todos uns furados. Então né, eu e a Paula Toller: solos de guitarra não vão me conquistar. Mas enfim…
Hoje em dia quando eu quero montar uma banda eu vou no CreateBands. Me divirto um monte.
*entendam QUE gostar de tocar e tocar são coisas diferentes.
Que eu pego minha carteira de habilitação. Momentos, momentos. E a sensação que eu tenho é a mesma que eu tive aquele dia. Que é o fim de uma era, que nada vai ser o mesmo e blá blá blá. Mas vai, né. Tô com um cabernet sauvignon (meu vinho preferido) na geladeira, pra fechar o ciclo e tal.
E eu entrei agora no blog do Lúcio Ribeiro e ele postou um vídeo do Pavement*. Tinha uma banda na minha cidade que fazia shows só de covers do Pavement e o moleque que cantava era muito bom, no sentido Malkmus da palavra – In The Mouth of a Desert é muito meus 19 anos no bar bebendo cerveja, sabe – e os caras chegavam tocar até 2hs sem parar. Nessas horas acho banda cover tão bom. E era de graça (o show, não as cervejas).
* E Pavement sempre me lembra uma história ótima do Henrique, do The Tamborines**. Na época ele tinha outra banda e eles foram tocar nesse bar de metal da minha cidade, o bar onde toda a galera se reunia e tal, e naquela noite ia tocar a banda de metal do dono do bar e tinha uma galera metaleira lá (as usual) que queria que eles acabassem o set logo, ficavam zuando e tal. Aí o Henrique disse que ia tocar Cut Your Hair (do Pavement), no que o baterista mandou: Cut Your Hair, entende? (e fez aquele gesto que pra gente virou clássico: de fazer um C com o polegar e o indicador e fazer aquele movimento de gangorra). Essa história pra mim é igual Curtindo A Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) – nunca perde a graça.
** Ouça Sally O’Gannon. E tipo depois de tanto tempo em Londres o Henrique tá ficando com o sotaque levemente british (tipo quando ele diz “faithfully” ou “so”) – e o som está perfeito. E eles vieram tocar esse ano no Brasil, né, The Tamborines. Mais uma banda na lista de bons shows que eu perdi.
E eu fui na minha dvdteca, toda animada e peguei o Juventude Transviada MAS de canto eu vi O Mágico de Oz. Aí não teve jeito. Uns tempos atrás eu tive uma recaída e fiz a blasfêmia de dizer que O Mágico de Oz tinha passado de primeiro para segundo lugar na minha lista de filmes-que-eu-mais-amo-na-vida (essas listas são bem importantes pra mim, sabe). Mas tem coisas que não mudam por mais que você queira. Eu lembro de ainda muito pequena assistir O Mágico de Oz com minha irmã em nossa antiga casa. E você sabe que um filme (ou livro) é bom quando você o conhece quando pequena e conforme você cresce, você não desdenha o filme (ou livro), porque ele cresceu junto. E eu nunca li o livro. Mas minha amiga Dri acabou de ler e me disse uma coisa interessante: os sapatinhos de rubi são prateados no livro. E isso fez sentido**.
PS. Alguém me empresta o Dark Side of The Moon do Pink Floyd só pra eu saber se é verdade? Porque eu faria disso uma ocasião, sabe? Risotto de queijo+vinho+mousse de chocolate.
Tudo começou em junho de 1997, quando um DJ de uma rádio classic rock de Boston, nos EUA, disse que o disco “Dark Side Of The Moon”, lançado pelo Pink Floyd em 1973, seria uma espécie de trilha sonora alternativa para o filme “O Mágico de Oz”. Se você colocasse o disco pra rodar no ponto certo do filme, as imagens casavam perfeitamente com as músicas.
Você ouviu essa história? Bastante gente ouviu. Tanto isso que, uma semana depois, as vendas do disco haviam triplicado.
Funciona assim: você deixa o CD esperando em pause.
Assim que, na abertura do filme, o leão da Metro der o terceiro rugido, você solta o pause e deixa o CD rodar.
Nem o filme nem o CD devem ficar com o volume alto demais.
Você precisa escutar os dois ao mesmo tempo para obter os melhores resultados e perceber as coincidências.
Como a gente sabe dessas coisas? Você acha que a gente sabe só de ouvir falar?
A redação fez o teste.
Com o vídeo de “O Mágico de Oz” e o disco “Dark Side Of The Moon” em mãos, a gente saiu caçando coincidências. Desde as mais forçadas até as mais, digamos, claras.
Assim, a gente fez uma espécie de guia para quem quiser fazer a experiência e adiantamos: vale a pena, nem que apenas por curiosidade.
(Siga o link de tijolos amarelos e termine de ler, me arrepia só de ler).
* a foto acima é de um editorial que a Annie Leibovitz (gênia, tinha que ser ela) fez pra Vogue em Dezembro de 2003.
**Porque a Dorothy segue pela estrada de tijolos amarelos para chegar até o Mágico de Oz para voltar pra casa, mas o Mágico de Oz é uma farsa. Então ela bate os calcanhares com o sapatinho e volta pra casa, porque o ouro (a estrada) e o poder (o mágico) não a ajudaram e ela se volta para o sapatinho PRATEADO (prata, moeda, coisa de proletário, diferente do verde da Cidade de Esmeralda - o verde do dólar). Ai, eu adoro livro embuído de simbolismo.
Item riscado da lista:
item#2. Assistir os 100 melhores filmes americanos escolhidos pela AFI – 6. THE WIZARD OF OZ (1939) – O Mágico de Oz
Diego, essa receita é pra você. Tem um biscoito escocês que eu sempre compro que é uma delícia, o tipo do biscoito é shortbread e é uma receita típica escocesa. É um biscoito amanteigado e que desmancha na boca. Alguns cookies são mais dificeis de se preparar que outros e sempre tive a idéia de que esses biscoitos em particular seriam trabalhosos. Eu nunca estive tão errada. Ainda não experimentei a receita, mas logo vou, imagina o cheiro de shortbread na cozinha?
Receita Tradicional de Shortbread (ou o melhor biscoito do mundo ou ainda: um biscoito vegan delicioso)
Ingredientes
- 2 xícaras de margarina vegetal sem sal;
- 1 xícara bem compactada de açúcar mascavo;
- 4 xícaras de farinha.
Preparo
- Aqueça o forno a 150°C;
- Com a batedeira de mão, faça um creme com a margarina (em temperatura ambiente) e o açúçar mascavo. Adicione 3 ¾ xícaras de farinha e reserve o restante;
- Espalhe o restante da farinha em uma superfície e sove a massa por 5 minutos – use a farinha da superfície para deixar a massa macia;
- Corte em retângulos e fure os biscoitos com um garfo (existem vários formatos, esse é o Shortbread Fingers) e espalhe um pouco de açúcar cristal por cima;
- Asse a 150°C em uma forma sem untar ( a massa tem margarina suficiente) asse de 20 a 25 minutos ou até dourar levemente. Deixe esfriar completamente antes de guardar em um recipiente hermético.
Se o Diego fizer a receita, depois eu posto o que ele achou e quais modificações ele fez (tipo pitada de sal, essência de amêndoas, essas coisas de cozinheiro).






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