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Fui ter aulas de percurso de rua – e bem na hora do almoço. E putaquepariu. Aquele sol ardendo no meu braço direito, porque aqui o volante é do lado direito, me deixou muito mal humorada. Cheguei em casa e finalmente assisti “A Viagem de Chihiro” que minha irmã me emprestou há meses atrás. Amei tanto quanto “Howl’s Moving Castle”. Esses desenhos japoneses são bons mesmo. Preciso dos dois na minha dvdteca pra ver e rever quando der vontade.
No mais é isso, não fui NA livraria, não fui NO brechó, não fui NO cinema e vai rolar um lual brasileiro; mas dá licença que já passei da época de ir num pico só pra beber. Sério gente, alguém avisa que axé, pagode e funk não qualificam. Como música, digo.
Como não tem rede pra esticar na varanda nem nada e já assisti dois filmes e não é nem 3 da tarde, vim ler o New York Times no computador. E achei este artigo do Woody Allen sobre o Bergman. E as pessoas o perguntam como Bergman o influenciou e ele disse “ele não poderia ter me influenciado, eu disse, ele era um gênio e eu não sou um gênio, e gênio não pode ser aprendido ou sua mágica passada à frente”.
E o que o Bergman faz em Persona (foto acima) é tão genial mesmo que você acaba achando Mulholland Drive do Lynch raso em comparação. E o Allen fala no artigo, de que a primeira coisa que te ensinam na escola de cinema é sobre movimento – o que diferenciaria o cinema da fotografia – e Bergman faz o contrário nesse filme, a câmera se concentra no diálogo dos personagens, e você acaba sendo sugado pela história. O contrário do cinema de hoje, né. Assista Duro de Matar 4.
Eu tive um professor de história no terceiro colegial com o qual eu gostava de conversar sobre filmes e arquitetura no final das aulas (eu era meio fanática sobre a arquitetura Bauhaus e ele gostava de falar sobre Bauhaus e impressionismo alemão no mesmo contexto) e ele que me disse pra ver Persona. E eu achei o Bergman tão esperto, porque ele fez a personagem que faz a atriz ter a id dela em forma de enfermeira. Queria assistir de novo.
E um shopping, o Aeon Jusco, abriu na cidade vizinha, esse shopping também tem aqui, mas o que abriu lá – em Hamamatsu – é muito maior E tem GAP. Reverência, pessoas. Daí ontem lá pelas 3 da tarde, com o sol batendo a 35°C, pegamos a estrada. Nem confiança pro sol – salve salve Coppertone.
E eu fui pra isso mesmo – ir na GAP e voltar com coisas boas (porque duram e duram, roupas Duracell), legais (porque eu iria tranqüila com uma das camisetas que comprei num show do Strokes, tipo olha A MAGNITUDE da bacanice) e baratas (auto-explicativo, né). Voltei com umas camisetas listradas, um cinto xadrez e uma bolsa amarela.
E hoje à noite tem chuva de meteoro. Quero ver.
(a foto é de um trecho da estrada que é beira-mar. pico de surf, esse lugar. o mar é muito bravo e quase não tem praia)
E agora todo mundo vai dizer que sempre o amou. Shia LaBeouf, digo. Mas a verdade é que eu realmente gosto dele faz um tempo. Em 2003 eu vi um filme dele chamado Tru Confessions – a história de uma menina que resolve fazer um documentário da vida familiar e o Shia faz o irmão dela com deficiência mental – a interpretação dele é melhor que a do DiCaprio em What’s Eating GIlbert Grape? – que eu também adoro (Arnie!Arnie!).
Ele fez esses filmes da Disney, aquele The Greatest Game Ever Played é o melhor da safra. E eu gosto de filme de golfe, tipo The Legend of Bagger Vance. E o Shia fez pontas em vários filmes, mais recentemente I, Robot e Constantine. O casting de Transformers acertou com o Shia. Qualquer outro não ia dar nada. Os diálogos dele com o pai são os melhores.
E o Michael Bay, hein. Que bosta de diretor, francamente. Esse é o único filme que eu gostei dele. Miami Vice, Bad Boys, Bad Boys II, The Island, Pearl Harbor, Armageddon… Um grande punhado de merda. Enquanto isso, Antonioni e Bergman morrem (do Antonioni só vi Blowup). No mesmo dia. Agora só me resta o Allen, o Polanski e o Lynch, daí acabou mesmo (ela* acha que agora só resta o Lars e o Tarantino, da safra “genial”).
Mas enfim… Apesar da minha infância ter sido nos anos 80 eu não era vidrada em Transformers não. Mas os Autobots são uns fofos. E eu juro que pensei no filme “nossa, o Le Tigre tem uma música chamada Decepticon!” – na verdade, é Deceptacon. Blah.
(foto acima, o cinema da Warner em que fomos assistir Transformers)
* e eu queria saber que parte do corpo a Luna Lovegood correspondia nos links dela. porque antes eu pensava, ah, se ela fosse me linkar que parte do corpo eu seria? e tal.
Em 1965, Yves Saint Laurent desenhou um vestido inspirado nas composições do pintor holandês Mondrian, criando assim um vestido que passou a ser um dos marcos do Mod, com seus padrões geométricos abstratos, aquela coisa bem Twiggy (terceira foto). Porque ontem eu mencionei a Deneuve em Belle de Jour do Buñuel*, e foi o YSL que fez o guarda-roupa dela no filme, em 1967.
E até hoje essas criações ecoam, né. YSL e Mondrian, digo. A primeira foto é de uma menina em Estocolmo, tirada pelo Yvan – e quando vi, logo pensei “gente, Mondrian, YSL”. A foto do meio é um quadro do Mondrian, uma composição em amarelo, azul e vermelho.






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