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Hoje estava tão ensolarado, é o primeiro dia do ano que realmente parece que já é verão. fui lá fora. sabe, viver.
ps. não resisti e coloquei um bambi. esse lugar é o espaço do condomínio onde moro, mas aquele espaço verde em particular achei algo, sabe? Estou pensando em fazer picnic ali.
* tem um filme com a Natalie Wood e o Warren Beatty que se chama Splendor in the Grass, em Portugal o filme saiu com esse nome: Esplendor na Relva e no Brasil, Clamor do Sexo - no Brasil tem cada tradução esdrúxula, vou te contar. Enfim, eu me identifiquei tanto com o personagem da Natalie Wood, não pela repressão sexual, mas pelo sofrimento, chegar ao limite da sanidade por uma pessoa. Elia Kazan é tão bom, gente. O nome do filme vem de uma Ode (que tem um nome compridíssimo e não me lembro) do Wordsworth e ele fala “e agora, apesar de perdido o esplendor na relva e o tempo de glória da flor, em vez de chorarmos buscaremos força no que para trás deixamos”.
E só hoje eu fiquei sabendo que estão filmando una película sobre a vida do Dylan Thomas, que está lado a lado da Sylvia Plath e e.e. cummings na lista de meus poetas preferidos ( e Robert Frost, Elizabeth Bishop… São vários, na verdade). Isso porque eu fiquei felicíssima quando assisti The Weight of Water com o Sean Penn, que faz um poeta divido entre sua mulher e relações extra-conjugais (aliás, o filme não gira em volta disso – só me lembrei dessa parte da narrativa porque ele cita o poema que eu mais gosto do Dylan). Assim como Dylan Thomas. E o novo filme vai falar disso.
É meio decepcionante, porque quando fui assistir Sylvia c/ a Gwyneth Paltrow, eu queria ver a poeta – não como as pequenas coisas a sufocaram e como o relacionamento dela com o Ted Hughes foi um buraco negro; muito pouco foi falado de seu trabalho – mas eu gostei daquela pequenina parte emq ue mostra ela recitando “Daddy” (daddy, daddy, you bastard, I’m through) – porque se você já ouviu a Plath recitando Daddy você deve ter se arrepiado quando ouviu a Gwyneth. Mesmo porque eu realmente acredito que você não precisa necessariamente saber da vida de um poeta da gostar de suas poesias – porque agora tudo quanto é scholar da Plath tem que fazer um contrast&compare da obra com a vida dela – porque é isso que o público quer ler – um pouco de desgraça.
E a Keira Knightley e a Sienna Miller estão no filme, como amante e esposa de Dylan Thomas, respectivamente (na foto acima, as duas, entre uma cena e outra, descontraindo- me faz ter vontade de ir na praia no frio mesmo (com umas wellington boots igual das menians acima, que os ingleses chamam de wellies – praticamente tudo soa melhor em British, não acham?).
O nome do filme é The Edge of Love (a roteirista do filme é mãe da Keira). O filme está marcado para estrear em abril do ano que vem, mas já está na lista de filmes para assistir.
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(em negrito, minha parte preferida)
Item riscado da lista:
#31: deixar o cabelo crescer;
Hoje me olhando no espelho depois do banho fui pentear as madeixas com meu pente de madeira velhinho e OH! – como achei que meu cabelo estava comprido, no meio das costas ou coisa assim. Daí vim procurar alguma foto pra fazer uma comparação e sim, o cabelo cresceu. E eu coloquei esse item na lista porque sempre achei meu cabelo curto – ou melhor, sempre achei que ele cresce muito devagar – daí sem paciência alguma eu vou lá e corto. E leoninas gostam de juba.
Desde fevereiro de 2004 que eu não pintava o cabelo, estava achando o máximo deixar ele natural, parecia que brilhava mais e ficava com aquela cara de comercial de shampoo. Mas de uns dias pra cá eu me olhei no espelho e me achei tão desmazelada. De repente o natural ficou com cara de mal-cuidada. E como sou daquelas que acham que não há nada que uma tintura marrom-chocolate não resolva, pintei o cabelo. E agora o cabelo parece chocolate. Dá vontade de comer.
Nhac.
Sábado, fui à um brechó chafurdar entre as coisas. Um dia ainda vou achar um lugar assim: que vende roupas usadas penduradas em varais (com pregadores e tudo), as paredes repletas de livros usados e já um tanto gastos (o que pra mim diz que foram lidos várias vezes, não gosto de livro assim novinho, bonitinho) e lá no fundo umas mesinhas com toalhas de mesas que não combinam uma com as outras e um balcão que serve café. Espresso não. Café coado, bem boteco. Ou eu acho esse lugar ou eu faço esse lugar. E encontrei uma bolsa do Gianfranco Ferré, original, numerada até, por meros 315 ienes (4 reais e 95 centavos na cotação de hoje). E agora eu só quero usar essa bolsa. Ele morreu esses dias atrás. Esse designer italiano.
Domingo de manhã assistiThe Prestige (O Grande Truque) – eu não perderia ver o Batman e o Wolverine em um filme só. Porque verdade seja dita, eu assisto qualquer coisa com esses dois no elenco. Até Kate&Leopold eu adorei, veja você.
O diretor Christopher Nolan, é o mesmo de Memento (e se você odeia esse tipo de filme talvez você não vá gostar de The Prestige, porque a narrativa não é linear). Eu não vou falar do filme, mas vou falar do que eu mais gostei: o personagem do David Bowie, Tesla (quando você achava que não podia ficar melhor: Jackman, Bale, Johansson… BOWIE!). E o que me vem à cabeça é um campo aberto, à noite, com um monte de lâmpadas plantadas em fileiras no chão. Você colhe uma e ela apaga.
(a foto acima é da série: coisinhas bonitinhas espalhadas pela casa)
E daí que eu adoro bailarinos. De dança contemporânea e clássico também. Tem um canal na tv à cabo aqui, o Theatre Channel , que passa umas coisas ótimas: ópera (e para mim é tão claro que ópera não é elitista como se acha, por causa da introdução da vida cotidiana na criação artística e como seria legal se a gente não tivesse “que se vestir pra ver ópera” e ainda pagar caro por isso e blá blá blá), peças de balé, musicais da broadway.
E por mim, basicamente a tv ficaria ligada só na BBC ou no Theatre Channel - onde eu vi uma adaptação de Wuthering Heights da Emily Brontë para o balé (aqui você pode ler este e outros livros). E daí que fez sentido, né. Wuthering Heights da Kate Bush. Porque daí eu fico achando que até eu posso igual à ela. Dançar, digo. Cantar não, a Kate Bush é a Kate Bush (se bem que a Sarah McLachlan já tentou, né. Mas a Sarah é tipo goddess).
A foto acima (sem título, de 2001) é da fotógrafa coreana Ye Rin Mok. E a Dri gosta tanto dessa fotógrafa que eu tive que ir atrás. Porque meus amigos são muito interessantes. Mesmo. Eu sempre fico antenada no que estão ouvindo/lendo/criando.






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