You are currently browsing the monthly archive for Janeiro 2007.
Que Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll é um clássico da literatura mundial você já sabia. Assim como O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry. Mas se engana quem acha que estes são apenas livros de literatura infantil.
Hoje assisti o filme Matrix outra vez, comprei a trilogia em DVD, finalmente. E tracei alguns paralelos entre Alice in Wonderland (e o Through Looking Glass) e dois filmes que adoro: The Matrix e Donnie Darko. As comparações entre Alice e Matrix são óbvias, já que o filme faz referências verbais ao mundo de Alice- já em Donnie Darko as referências são mais sutis.
Alice in Wonderland – The Matrix – Donnie Darko
Personagens: Alice in Wonderland: Alice; The Matrix: Neo; Donnie Darko:Donnie Darko Pessoas que conduzem os personagens: Alice in Wonderland: Coelho Branco; The Matrix: Morpheus (através de uma tatuagem de um coelho branco) ; Donnie Darko: Um homem (Frank) em uma fantasia de coelho; Lugar: Alice:País das Maravilhas Matrix: O mundo real Donnie Darko: Universo Tangente Estado emocional dos personagens: Ambos Alice e Neo não distinguem sonho de realidade – já Donnie não distingue sonho de pesadelo; O espelho: Em Through the Looking Glass, Alice ela entra em um reino através do espelho , assim como Neo entra pela primeira vez no mundo real (e o espelho fica líquido, assim como ele está imerso em um líquido parecido com o líquido amniótico, aquele fluído que envolve o embrião) – Donnie tem visões de Frank através de um espelho; Estados alterados de realidade: Alice come um bolo que altera sua percepção da realidade, deixando-a maior ou menor e Neo através de uma pílula vermelha passa do mundo virtual ( a Matrix) para o mundo real, já Donnie toma pílulas anti-psicose para suas visões; Guia que aconselha: O Gato de Cheshire em Alice– O Oráculo em Matrix – E a Psiquiatra em Donnie Darko (mas há outros, como os professores e a escritora Roberta Sparrow)(foto acima – fotógrafa: Annie Leibovitz em um ensaio para a revista Vogue, Alice como tema. Uma outra hora eu falo sobre essa fotógrafa, acho o trabalho dela fenomenal).
Talvez um dia eu fale do meu trabalho detalhadamente, talvez um dia eu te conte como os japoneses realmente são – como é pegar o trem, o ônibus, como esse lugar é estranho. Talvez. Mas olhe, pense bem antes de reclamar de seu trabalho comigo, porque não sou nem um pouco do tipo que passa a mão na sua cabeça. Como a Ani DiFranco canta : “maybe you don’t like your job, maybe you didn’t get enough sleep, well, nobody likes their job, nobody got enough sleep…”– talvez você não goste do seu emprego, talvez você não tenha dormido o suficiente, bem, ninguém gosta de seus empregos, ninguém dormiu o suficiente.
Estou um pouco cansada de pessoas nhém nhém nhém, que só reclamam. Por favor.
007 Casino Royale
Sexta à noite, peguei a última sessão de cinema para assistir o novo filme do James Bond. Finalmente um Bond que não é um charlatão de meia-idade com cara de Tarcísio Meira! Um James Bond que se aproxima do que realmente ele é: um espião do MI6 e muito atlético, diga-se de passagem – tipo, você não imaginaria o Pierce Brosnan, o Roger Moore e o Sean Connery correndo daquele jeito. A abertura é genial e pasme: sem mulheres semi-nuas dançando. Gostei. Dá até uma vontade de ler Ian Fleming.
Estive a aprender a dirigir um carro, o que eu não sabia. Eu sei, parece até brincadeira. Se bem que o carro que vou dirigir é automático: não tem embreagem nem caixa de câmbio, pois o carro troca as marchas sozinho – quase um brinquedo de Parque tipo tromba-tromba. E eis que risquei mais itens da minha lista de 101 coisas:
- item #3: Aprender a dirigir – Agora entendo porque os meninos conversam tanto de carro, dirigir é super fun. Minha primeira aula foi em frente ao mar, na Marina de Arai (uma cidade vizinha) e me diverti muito.
- item #5: Ter meu próprio carro – Comprei meu carro. É lindo e estou babando nele. Uma hora dessas coloco uma foto. Chama-se Primera, da Nissan. É um sedan com jeito de esporte, 4 portas, um mimo. Não vejo a hora de colocar Sleater-Kinney no som e sair dirigindo.

Saudades, Lia.
Hoje fiquei sabendo que meus pais colocaram a Lia, acima, para dormir. Há algum tempo atrás ela fez uma cirurgia de retirada do útero, ela estava com câncer, mas ocorreu uma metástase (quando o câncer invade tecidos e órgãos vizinhos ou até mesmo distantes ) no pulmão, ela mal conseguia respirar e havia perdido muito peso; assim meus pais decidiram colocá-la para dormir, já que a veterinária, a Dra. Jaqueline (veterinária dos bichinhos da família há mais de dez anos) disse que nesse estágio não havia mais nada a ser feito, a não ser medicá-la para a dor que ela estava sentindo. A Lia nasceu de uma outra cachorrinha (odeio chamar de cadelinha) minha, a Luna, que ainda está viva e as duas são uma grande parte da minha vida.




Comentários