Ai amiga, cansou de tentar fazer pose pra foto? Aqui vai meu manual de sair féchon-na-foto:

1. Opa, tô caindo

Quer sair féchon? Dá uma de Maísa e faz a Cory Kennedy.

2. Fazendo a  Diane Keaton

Perninha cruzada em 4 baixinho – faz a intelectual, que lê Susan Sontag e vê Fellini.

3. Bulinho

Pra você amiga que é fofa, gosta de Hello Kitty e ouve Nouvelle Vague! Bulinho djá!

4. I’m Too Sexy For My Hair

Se joga se você é too sexy pro seu cabelo!

É amiga, senão você acaba saindo assim como eu:

Eu, particularmente, culpo o fotógrafo e o palhacinho que mora dentro da minha barriga.

SK.

A guitarra continua lá, com o mizinho estourado da viagem, o afinador sem pilhas e eu enrolando pra ir buscar um set novo de cordas de guitarra numa loja qualquer do centro. Áureos tempos em que eu tocava, bem mal mas tocava, Sleater-Kinney. Nessa época eu morava no Japão e trabalhava em um frigorífico, olha só. Meu consolo era tocar guitarra sentada na varanda olhando pro Porto de Nagoya e os navios – eu não gostava de estar ali, sabe? É esranho esse detachment que consigo ter hoje. Eu sei que não era feliz, mas sinto saudade da situação: guitarra, porto e navios.

Um dia pego o Giovanni e vamos para o Japão passar um mês, comer takoyaki em porta de mercado, andar de bicicleta com sinetas, tomar oolong cha gelado, gastar milão nas lojinhas de hiyaku-en (dá pra comprar 10 trequinhos inúteis!), rir da fanta banana e fanta pepino  - com ele ao meu lado eu sei que não vou conseguir sentir tanto aquele trauma todo de fábrica, serviço pesado, vida infeliz, blablabla.

Nem aguento mais falar de trocar de trabalho, mas é preciso. Então que a multinacional que o Giovanni trabalha me chamou pra trabalhar lá, com análise e manutenção de contrato. Aceitei, óbvio. Então que começo, mês que vem. Porque se um dia eu quis muito ser secretária executiva bilíngue – passo a minha função de recepcionista bilíngue (e secretária de vice-presidente também!) pra quem quiser. Enfim.

Bolo do dia: bolo de fubá com sementes de erva-doce e goiabada cremosa. Com café preto fez meu dia.

Adoro a coleção dos 7 vermelhos da Risqué.

Estive relendo The Picture of Dorian Gray do Wilde e pensei qual desses vermelhos ficaria ótimo pra esse capítulo que estou lendo, quando Dorian se decepciona com a péssima atuação shakespeariana de Sybil Vane e quebratudo, aloka – Toque de Ira! Com apenas uma camada, fica um vermelho bem clarinho, cor de pirulito de morango. Pra alcançar esse tom bem aberto, passei 3 camadas.

E quando eu achei que estava cansada de tachas…

Fui na Riachuelo dia desses e achei essa sandália nude da Bottero e essa sapatilha de camurça da Beira Rio. Irresistíveis. Vieram pra casa comigo e esperam um look bem rock n’ roll chic pra eu usar. Cansei dos meus sapatinhos comportadinhos.

NYC_1599diamond row, new york city, 2009.

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